Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Subordem: Lari
Família: Laridae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Larinae
 Rafinesque, 1815
Espécie: L. dominicanus

Nome Científico

Larus dominicanus
Lichtenstein, 1823

Nome em Inglês

Kelp Gull


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Gaivotão

O gaivotão é uma ave charadriiforme da família Laridae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) larus = gaivota; e de dominicanus = uma alusão às vestimentas pretas e brancas dos frades dominicanos. ⇒ Gaivota vestida como os dominicanos.

Características

É a única gaivota de ocorrência constante no Brasil com maior porte, alcançando cerca de 58 centímetros de comprimento (Sick, 1997). Essas gaivotas podem ser separadas pelo padrão de plumagem em quatro classes de idade (Novelli, 1997).

O adulto possui o dorso e as partes superiores das asas negras, enquanto a cabeça e as partes inferiores são brancas. O bico é amarelo, com uma mancha vermelha na ponta da maxila. As pernas são amarelo-esverdeadas. Os juvenis possuem plumagem das partes superiores castanho-acinzentada densamente salpicada de branco; as partes inferiores são brancas manchadas de castanho. O bico é preto e as patas são cinzento-rosadas.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui cinco subespécies:

Indivíduos com plumagem leucística

O que é leucismo?

O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.

O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucísticos não são mais sensí­veis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.

O oposto do leucismo é o melanismo.

Alimentação

As gaivotas apresentam uma dieta generalista e oportunista, sendo capaz de utilizar vários habitats, diferentes presas, bem como a exploração de fontes antrópicas (Giaccardi et al. 1997).

Reprodução

No período de março a junho ocorre o deslocamento das gaivotas adultas para as ilhas, a demarcação de território e construção dos ninhos no solo, utilizando-se gramíneas, penas e até ossos de outras aves. Os primeiros ninhos com ovos são observados em junho, incrementando gradativamente até setembro, seguido de redução em outubro e ausência das gaivotas a partir de dezembro, ocorrendo a ocupação dos estuários e das praias do litoral catarinense (BRANCO & EBERT 2002).
Apresenta alto sucesso reprodutivo, cerca 70% dos ovos eclodiram e cerca de 50% dos filhotes sobreviveram até a fase de voo. Os filhotes apresentaram um rápido crescimento, em 30 dias já estão grande o suficiente para voarem, o que os tornam aptos a escaparem os predadores.
Os principais predadores dessa espécie são os urubus, e as fases mais suscetíveis aos ataques foram a fase de ovo e os primeiros 15 dias de vida dos filhotes.

Os filhotes ao nascer são pardos e logo deixam o ninho escondendo-se na vegetação que, devido à coloração de sua plumagem, lhes proporciona boa camuflagem, sendo alimentados pelos adultos por longo período.

Hábitos

O crescimento de sua população tem causado o deslocamento de diversas outras espécies de aves e mamíferos marinhos de seus sítios reprodutivos, devido ao constante impacto da predação e parasitismo. Todas essas características têm levado muitos pesquisadores a considerar esta espécie uma praga nos ambientes costeiros.

Predadores

Distribuição Geográfica

Essa espécie apresenta ampla distribuição geográfica no hemisfério sul, ocorrendo no Atlântico desde o estado do Espírito Santo (Brasil) até a Terra do Fogo (Argentina), ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Sandwich do Sul, Orcadas do Sul e Shetland do Sul, bem como no litoral pacífico da América do Sul, África e Nova Zelândia.

Referências

Galeria de Fotos